O tabuleiro ganhou profundidade (e a fusão virou cena)

tabuleirovisualfusaoanimacao

A mesa de jogo saiu do plano e agora inclina de verdade, com as cartas acompanhando. E fundir duas cartas deixou de ser instantâneo: virou uma cena com choque, giro e revelação.

Até agora o tabuleiro do Manauara Cards era honesto, mas cru. Retângulos cinzas, tudo chapado, cada carta do tamanho de uma miniatura. Funcionava pra testar as regras, e as regras são muitas, são mais de 440 cartas. Mas ninguém olhava aquilo e sentia que estava diante de uma mesa de verdade.

Isso mudou.

A mesa inclinou

O campo de batalha agora tem profundidade real. Não é um truque de desenho: a mesa inclina de verdade, e as cartas acompanham essa inclinação, como se estivessem apoiadas nela. O lado do adversário recua ao fundo, o seu vem pra frente, e o espaço entre vocês dois virou um corredor. É por ali que os ataques vão passar.

E quem preferir o visual chapado, sem inclinação, vai poder escolher. Os dois modos vão conviver, alternáveis nas configurações. Ninguém é obrigado a jogar de um jeito só.

As cartas cresceram, e bastante

Comparando com a versão anterior, cada carta em campo ficou mais que o dobro do tamanho. Além de maior, agora respeita a proporção de uma carta de baralho de verdade, a mesma proporção física de um TCG. Estou pensando desde já numa eventual tiragem impressa.

O tabuleiro também ganhou suas divisórias. Cada posição tem sua célula desenhada, com folga suficiente pra carta deitar quando estiver em Posição de Defesa. Porque sim, agora a carta deita mesmo. Gira 90 graus, como manda a tradição do gênero.

A fusão virou cena

Essa é a que mais me deixou animado.

Fundir duas cartas era instantâneo. Sumiam, e o resultado aparecia. Agora os materiais saem dos slots, se chocam no centro da mesa, se afastam, giram juntos ganhando velocidade, e colapsam num ponto de onde o novo monstro surge em destaque antes de assentar no campo.

E tem uma reviravolta. Se o adversário tiver a armadilha certa, ele pode interromper a fusão no meio da cena. O giro trava, os materiais se separam e o monstro nunca nasce. A fusão pode falhar na sua frente, e você vê acontecer.

Uma regra que mudou junto

Aproveitei pra acertar uma coisa que estava errada desde sempre. Os materiais de uma fusão bem-sucedida não vão mais pro cemitério. Eles não morreram, eles se transformaram. Quem vai pro cemitério, quando cair, é o monstro fundido.

A exceção é a fusão que falha. Aí os materiais foram gastos por nada, e o cemitério é o destino deles. É o que aquela armadilha sempre disse que aconteceria.

Ah, e o campo reage

Levar dano agora acende um clarão vermelho que vaza da sua área pra dentro do campo. Curar acende verde. Monstro que já atacou no turno fica visivelmente apagado, então dá pra bater o olho e saber quem ainda pode agir.

Coisas pequenas. Mas são elas que fazem uma partida parecer viva.

Ainda tem muito chão pela frente: arte de verdade, tipografia, som. Mas o esqueleto do tabuleiro finalmente parece um tabuleiro.